domingo, 11 de outubro de 2009

p o n t o .

Tenho vontade de falar de mim
Não que eu me entenda
Me orgulhe ou tenha pena
Tampouco seja assim

Ao que me ama, respeito
Sempre que respiro, sinto
Entranhado na alma
Guardado no peito

Pelo que me procura, anseio
Pense tão-somente na grandeza
Verás que o que importa é a singeleza
De outrem te querer

Do que me espera, medo
Confiando que seria salvo
Me joguei no vazio
Acabei me afogando num rio

Do que me deixou, saudades
Era tão doce o deleite da noite
Vibrante o tilintar dos cristais
Distantes as inquietações

Quando lembro da verdade
Que outrora existia
Percebo que não percebia
Que me agarrava ao que padecia

Sonhos imortais
Perene mente
Tristes
Cheios de finais

Continue lendo >>

sábado, 12 de setembro de 2009

São os filhos que saem de casa, não os pais. É o bom filho que a casa retorna, não os pais.

Descumprindo a ordem natural voltamos enfim à normalidade.

Continue lendo >>

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MADAME JOAQUINA

Pele alva e tenra, um pouco desgastada é bem verdade. Não se cuidava, quando muito se preocupava era só com o cabelo. Alta entre as mais baixas, com salto chegava com dificuldade a um e setenta. Caminhava meio torto, sem direção definida, mas no fim sempre chegava. Branquela, sem sal (ainda mais quando estava sem salto e maquiagem), não antendia aos padrões de beleza, não tinha talento tampouco elegância, mas teimou em ser modelo.

Não podia reclamar muito, nada faltava, sua vida sempre foi regada, mas com água salgada. Levava no peito mais de mil medos, tratava eles sempre com muito respeito. Nas mãos as pedras que juntava no caminho, na cabeça um sonho. E com o pouco que tinha foi-se embora.

Paixão, energia, vibração e determinação superaram o talento que não tinha. E chegando onde queria percebeu que no fundo o que tinha era o que mais valia.

Esta é a história de Joaquinha, respeitosa madame, modelo por viver sem desculpas e tentar simplesmente ser a melhor do mundo em tudo que faz.

Continue lendo >>

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PREMISSA: vai dar tudo certo.

p.s. mas trabalha visse, danado!

Continue lendo >>

domingo, 23 de agosto de 2009

Queria achar um lugar onde pisar na grama não fosse proibido, em que eu pudesse me deitar e ficar à vontade para ler aquele livro. E se eu me cansasse, deitaria, dormiria, sem nenhuma preocupação.

Transmitindo meu sentimento de liberdade, que tanto prezo e mais ainda. Lembranças de um verão condensado em inverno. Liberdade ligada a refúgio, segurança, isolamento.

Encontro com a consciência. Ambiente oportuno para suprir a grande necessidade de preencher um vazio que insiste, vazio de respostas.

Se são as perguntas que nos movem não sei
A única certeza que compartilho
É que as respostas existem

Nos lugares mais improváveis, sabe-se lá onde estão
Nem sempre estão prontas para serem descobertas
E o tempo que segue não garante que as respostas virão

É assim que eu vivo, ora mais ora menos
À medida que o certo derrota o incerto

Continue lendo >>

Eu sofro de um grande problema: perda de memória recente.

Na verdade não é nada científico, nem nunca aprofundei melhor esta minha teima, mas vira e mexe eu esqueço as coisas na hora de falar, lembro e logo esqueço novamente.

Para me confortar desconfio que isto não atinge só a mim. Não, não sou um caso raro a ser estudado em teses de doutorado. Muito, mas bem muito longe mesmo disso...

Acontece que sou desorganizado por vida e acabei estendendo esta desordem às idéias. Vivo misturando as coisas, ora pensando em mil coisas, ora pensando em nada.

E como aprendi que todo problema requer um plano de ação para ser resolvido, pensei em passar a fazer algumas coisas bem simples e normais como começar e terminar um livro, ler um título de cada vez, fazer do papel e da caneta companheiros inseparáveis e registrar meus sonhos interessantes assim que acordar, na única oportunidade que tenho de impedí-los de acabar.

Prometo dar notícias... espero que dê certo.

Continue lendo >>

terça-feira, 18 de agosto de 2009

S E N T I M E N T O

A FLOR E O SEU PEQUENO PRÍNCIPE

Ao se despedir foi isto que ele ouviu...

É claro que eu te amo. Foi minha culpa não perceberes isto. Mas não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz...

E já longe foi isto que ele pensou...


Não a devia tê-la escutado, não se deve nunca escutar as flores. Basta admirá-las, sentir seu perfume. A minha perfumava todo o meu planeta, mas eu não sabia como desfrutá-la. A tal história das garras, que tanto me agastara, devia ter-me enternecido... não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... não devia jamais tê-la abandonado. Deveria ter percebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la.

---------------------------------------------------

Não poderia faltar neste blog um pedacinho de O Pequeno Príncipe. Escolhi a dedo esta parte por acreditar fortemente que o sentimento existe e está ali pronto para ser sentido pelas ações muito mais que pelas palavras. E que fique claro que em minha opinião o livro é sim de criança mas é para adultos, não o contrário.


Muito obrigado à minha querida amiga Ceci pelo livro e por todo carinho, respeito, sinceridade e sobretudo por ter me cativado antes mesmo que soubesse ao certo a grandeza que esta palavra representa.


Completo com este trecho... a raposa explica que é preciso ser paciente para cativar e cada dia é um avanço. Quando o príncipe volta no segundo dia eis o que ele escuta:


Teria sido melhor voltares à mesma hora. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!


Esse talvez seja o meu favorito!

Continue lendo >>

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO